18 de nov. de 2010

De 60 a 90: terror e suspense do jeito que a gente gosta

*Clique nos links e veja cenas dos filmes!

Ninguém resiste a cenas de suspense. Gritos, perseguições, sangue. Ruídos ou silêncio absoluto. Tensão. Medo. A história do terror no cinema começou quando se percebeu o poder de trabalhar as emoções dos expectadores de forma segura. Que outra forma de arte poderia dar vazão as coisas sinistras que habitavam o imaginário popular desde séculos atrás? A TV influenciou diretamente a produção de filmes de terror. O telespectador, já acostumado a ver imagens em movimento, aprendeu a gostar de emoções fortes. O terror e o suspense são a montanha russa do cinema, onde o público grita, mas no fim, sabe que sairá inteiro. Afinal, é apenas um filme.
Foi partir da década de 60 que a indústria de filmes do gênero se consolidou. A cena em que Janet Leigh é esfaqueada enquanto toma banho, no filme Psicose, dirigido por Alfred Hitchcock (veja abaixo uma homenagem feita ao diretor), um dos maiores diretores de terror de todos os tempos,  é uma das mais famosas de toda a história do cinema. Na década seguinte, a menina de 12 anos possuída pelo demônio, roteiro de O Exorcista, arrepiou os cabelinhos da nuca de muitas pessoas em 1973 e até hoje é citado como um grande clássico. No ano seguinte, O Massacre da Serra Elétrica atingiu inacreditável sucesso ao chocar o público com um realismo cruel, baseado em fatos reais. Foi o primeiro filme de uma nova tendência que adquiriu centenas de fãs: a violência explícita. O assassino, o maníaco Leatherface, que usava uma máscara feita com pele humana, é um modelo para outras personagens de filmes de terror.
 
A década de 80 é a era do terror explícito e de efeitos especias. O psicopata Jason Voorhees aparece pela primeira vez no Lago Cristal para amedrontar uma colônia de férias no longa Sexta-Feira 13. A história faz tanto sucesso que ganha uma sequencia de doze filmes, o último lançado no ano passado, com o mesmo título do original, totalizou 285 vítimas mortas pelo maníaco da mascara de hóquei, que levou em torno de 435 tiros ao longo dos anos e... sobreviveu.
 
Em 1982, chega às telas Poltergeist , explorando recursos cinematográficos, escrito e produzido por Steven Spielberg, indicado para os Oscars de melhores efeitos visuais, melhor trilha sonora e melhor som. Já em 88 o Brinquedo Assassino reina absoluto. Um serial killer é morto em um tiroteio com a polícia e antes de morrer utiliza o vodu para transferir sua alma para um boneco. Claro que você se lembra do “adorável” Chuck. O enredo sangrento e cruel repete o sucesso de Jason e ganha quatro sequencias.
 
Na década de 90 surge o “terror teen”. A mistura de hormônios adolescentes, violência e sangue, muito sangue, logo vira febre mundial. Pânico (1996) e Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997) foram os primeiros de grandes sucessos. A história dos jovens que recebem ligações de um maníaco e os quatro adolescentes que atropelam e supostamente matam um desconhecido, são roteiros pobres mas, sucesso de bilheteria, formando um padrão nos filmes do gênero. Encerrando a década, O Sexto Sentido, se consolida como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Lançado em 1999, é um dos exemplos de “suspense inteligente”. No Brasil, foi líder absoluto de público, tendo liderado o ranking semanal por mais de 2 meses, assistido por 4 milhões de pessoas, tornando-se o filme que mais expectadores teve em 1999. Ao longo destas décadas, a categoria terror/suspense amadureceu, e atualmente é o mais procurado entre os gêneros cinematográficos.


> Clique aqui e veja a lista dos melhores filmes de terror de todos os tempos.